NÚCLEO CRISTÃO ESPÍRITA SERVIDORES DE JESUS
Não atrele o Evangelho de Jesus à mesquinharia humana. A Boa Nova não reconhece preconceitos, não abona fanatismo e não é propriedade de religião ou religiosos. O verbo empregado é o Amor incondicional às criaturas. O Evangelho do Cristo veio para esclarecer, sedimentar e ser difundido entre os povos da Terra. Naturalmente, todos são convidados ao banquete de luz!
Abihel (Benfeitor)
SEJA BEM VINDO(A)
Aqui você encontrará palavras de consolo, de orientação, de esperança, de vida eterna e de paz, pois o Evangelho de Jesus nos preenche o vazio da existência e nos dá o sentido da vida em sua plenitude.

REUNIÕES PÚBLICAS
SÁBADOS: Das 15h00 às 17h30
-ESTUDO DO EVANGELHO;
- ORIENTAÇÃO ESPIRITUAL;
- APLICAÇÃO DE PASSES
- CIRURGIA ESPIRITUAL.
DOMINGOS:
Atendimento fraterno (somente com agendamento)
ESTUDO DOUTRINÁRIO
Feminicídio à luz da Doutrina Espírita
Se a lei divina estabelece a igualdade essencial entre homens e mulheres, ambos chamados à mesma dignidade espiritual, como compreender que ainda persista, em nossa sociedade, a chaga do feminicídio, que nega a fraternidade e fere a própria obra de Deus?
O feminicídio não é apenas um crime humano: é expressão de atraso moral profundo. Ele nasce das sombras do egoísmo e do orgulho, vícios denunciados por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos (questões 785 e 913) como causas de todos os males sociais. Kardec afirma que “o egoísmo é a chaga da humanidade e que somente a caridade pode curá-lo.
Criados simples e ignorantes, mas destinados à perfeição (O Livro dos Espíritos, questão 115), muitos espíritos permanecem presos às paixões inferiores, alimentando sentimentos de posse, dominação e violência. O feminicida , ao agir, não apenas viola a
lei humana, mas também fere gravemente a lei divina, que consagra a igualdade espiritual entre todos os filhos da criação.
A raiz dessa violência encontra-se no orgulho, que leva o homem a se julgar superior, e no egoísmo, que o faz considerar a mulher como objeto de sua vontade. Em O Evangelho segundo o Espiritismo (cap. XI, “Amar ao próximo como a si mesmo”),
Kardec esclarece que o verdadeiro amor não admite dominação, mas respeito e fraternidade. O feminicídio, portanto, é a negação prática desse mandamento.
Não se trata de mera explosão de raiva ou desequilíbrio momentâneo, mas de uma cristalização de valores distorcidos, reforçados por estruturas culturais e sociais ainda marcadas pelo machismo. Em A Gênese (cap. III), Kardec recorda que o mal não é uma força autônoma, mas ausência do bem. Assim, o feminicídio revela a falta de amor, de fraternidade e de respeito à lei divina.
O agressor, ao cometer feminicídio, cria para si débitos espirituais de extrema gravidade. Pela lei de causa e efeito, terá de reparar o mal causado, seja por meio de expiações dolorosas em futuras encarnações, seja pela vivência de provas que lhe
ensinem, na própria experiência, o valor da vida e da dignidade feminina. Em O Céu e o Inferno (1ª parte, cap. VII), Kardec adverte que a justiça divina é equânime e misericordiosa, mas rigorosa na exigência de reparação: “A cada um segundo suas
obras.” Nenhum ato de violência escapa à justiça de Deus.
Entretanto, não basta apontar a responsabilidade individual. O feminicídio é também reflexo de uma sociedade que o tolera ou silencia. Em O Livro dos Espíritos (questão 766), os espíritos ensinam que a vida social é lei da natureza, e que o homem deve cooperar para o progresso comum. Quando a sociedade se cala diante da violência, falha em sua missão de fraternidade.
Ao proclamar a fraternidade universal, a Doutrina Espírita conclama ao combate do machismo e da desigualdade de gênero, não apenas por meio de leis humanas, mas sobretudo pela educação moral e espiritual. É pela reforma íntima, pelo cultivo da humildade e da caridade, que se transformam consciências e se previnem tragédias.
A mulher, tantas vezes relegada ao papel de submissão ao longo da história, é reconhecida pela doutrina como espírito em plena igualdade com o homem. Ambos são portadores da luz divina e chamados à mesma jornada evolutiva. O feminicídio, portanto, é um atentado contra a obra de Deus, uma negação da fraternidade e da justiça.
Situações concretas à luz do Espiritismo
A violência contra a mulher não se manifesta apenas em atos extremos como o feminicídio, mas também em pequenas atitudes cotidianas que, quando toleradas ou justificadas, alimentam a desigualdade e perpetuam vícios morais. À luz da reflexão doutrinária, é possível identificar esses comportamentos em diferentes contextos da vida social e compreender como eles contribuem para a manutenção de estruturas injustas.
Na família: justificar agressividade como “ciúme de amor” perpetua a violência. O Espiritismo ensina que o verdadeiro amor é paciente e fraterno.
Na sociedade: tolerar piadas que inferiorizam a mulher reforça o orgulho e o egoísmo. Palavras moldam pensamentos, e pensamentos moldam ações.
Na educação: ensinar às crianças que “menino manda” e “menina obedece” semeia a semente da desigualdade. Kardec lembra que a educação é a chave da transformação moral (O Livro dos Espíritos, questão 917).
Em síntese, o feminicida é um espírito em atraso, dominado por vícios que o prendem às sombras. Sua responsabilidade é imensa e sua reparação inevitável. Mas a sociedade, iluminada pela Doutrina Espírita, deve assumir o compromisso de educar,
esclarecer e transformar, para que o futuro seja marcado não pela violência, mas pela fraternidade, pela igualdade e pelo respeito. (Abihel/Jorge)

A RELIGIÃO EM SUA MAIS SIMPLES EXPRESSÃO
A Religião é o laço que nos une a Deus, e a manifestação mais simples, e também, mais alta de religião, que o homem, com facilidade, concebe, é a caridade. A caridade é, pois, o expoente máximo da Religião. Não dizemos que a Religião é a verdade, porque seria isso dificultar a conquista da Religião, que, com tanta sabedoria, tanto amor e tanto sacrifício, Jesus pôs ao alcance de todas as criaturas humanas. A caridade se faz compreender por todos, e é a todos acessível. Mas a verdade só se alcança através dos grandes impulsos da inteligência. Esta, contudo, somente quando iluminada pela claridade, pode aspirar à contemplação interior de Deus. Por isso é que só a caridade salva. Em resumo: a Religião, que ensina e conduz à caridade, tem o seu ponto de apoio no Evangelho de Jesus, porque foi este o maior Espírito que baixou a Terra, e soube, como nenhum outro, praticar a caridade em sua plenitude.
Cairbar Schutel

Irmã Teresinha de Jesus
SERVIÇO

Maria de Nazaré
MÃE SANTÍSSIMA
Maria de Nazaré é a Mãe da cristandade! Ela trouxe ao mundo o nosso redentor. Através dela materializou-se as palavras dos profetas do Antigo Testamento que prediziam a vinda do Salvador.
Em seu ventre acolheu o maior espírito que passou por este planeta. Mulher humilde, de hábitos simples, serva fiel e temente a Deus colaborou prontamente com os desígnios celestes na redenção dos homens. Cedo sua luta começou. Encontrando situação adversa, o parto deu-se em uma manjedoura. Mais tarde refugiou-se no Egito para que seu filho não fosse morto pelos poderosos da época. Teve uma vida difícil de poucos recursos... Acompanhou de perto a missão de Jesus, testemunhando o calvário até o último instante. Depois de sua morte continuou a fortalecer o bom ânimo dos discípulos iniciantes, dando de si mesma o exemplo da caridade e do amor sem esmorecimento. Seguidora do Evangelho com apreço, compreendeu a sabedoria inata do filho bem-amado, tornando-se a primeira discípula a difundir as lições imortais. Testemunhou o primeiro milagre feito pelo Senhor, transformando água em vinho. Bendita entre as mulheres, Maria continua a ser modelo vivo na contemporaneidade.
Embaixadora da paz acompanha, na Espiritualidade Maior, todos os filhos diletos do coração, protegendo-os com seu manto de luz e de misericórdia. Intercessora junto a Deus, ouve as petições endereçadas ao seu magnânimo coração.
Oh! Mãe bem aventurada, reúna as ovelhas tresmalhadas do aprisco sob as algemas divinas da fraternidade.
Inspirado pelo espírito Abihel 03/ 03 /2015
Meus amados,
Purifiquemo-nos, sem desfalecimento, no amor de Deus para esposar entendimento e aplicação da bondade diante dos homens, nossos irmãos, em seus programas de reparação espiritual a caminho da luz.
Cônscio de que somos discípulos da Revelação Nova com o mandato de amar mais e sem regime de favoritismo, Deus não dispensa cooperação e sacrifício pessoal nesse desiderato. Incorporemos em nossas ações individuais e coletivas, a tolerância como óleo lubrificante que movimenta o raciocínio para lograr êxito na tarefa redentora. Apaguemos, meus queridos, as velhas sombras da impetuosidade, do pessimismo e da má-vontade que retardam os exemplos nobilitantes do intercâmbio nas redes de amizade. No educandário cristão-espírita, recordemos a lição de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Permanecerei convosco se permanecerdes em mim”. Ocupando o pensamento com valores mais nobres e sustentando-nos no serviço espontâneo em favor de todos, tracemos nova conduta até que extinga as névoas espessas do orgulho e das vaidades humanas.
Irmã Teresinha de Jesus
02/07/2014